sábado, 6 de setembro de 2014

PUNIÇÃO E CADEIA JÁ PARA OS RACISTAS

O racismo no Brasil está outra vez em pauta. E se torna aparentemente mais evidente em campos de futebol. Fatos que – pela absurda reincidência – comprovam um País que ainda mantém  laços nítidos de segregação.
O relevo de favorecimento a uma população de elite e branca, no quadro social, infelizmente, impulsiona práticas racistas pontuais e até mesmo estruturais, onde negros e negras continuam sofrendo  ataques  viscerais. Os negros são maioria em solo brasileiro e constituem a maior população carcerária. Mero engano pensar que são vitimizados apenas em estádios. No silencioso dia a dia, passam sem holofote, as discriminações em nossas favelas e periferias brasileiras. A própria palavra Justiça, maculada, pela violação permissiva, alimenta efeitos colaterais do racismo institucionalizado, quando o foco é negros e pobres, sem a devida igualdade social que lhes é de direito.
O abuso, a violação aos direitos humanos, parece agora reeleger o cenário do esporte. O enredo é o mesmo de um passado nem tão distante, quando clubes não permitiam a presença de negros. Os vestígios são idênticos, abrigando novamente racistas vestidos de torcedores.
Chega de reação momentânea, é preciso cadeia e penas pesadas para os racistas. De dois anos para cá, aconteceram nove casos semelhantes ao verificado na partida Grêmio e Santos, contra o goleiro Aranha. Ninguém foi punido ou preso, apesar do crime de racismo. Foram, na verdade, penas leves, comunitárias e sem efeito punitivo. É hora de virar o jogo e aplicar a lei com rigor que merece o caso, colocar fim ao comodismo e passividade. Apenas revolta não resolve. O racismo não está só no futebol. É necessário freá-lo, extirpá-lo. Nesta altura do campeonato, sem prorrogação, atitude firme e rigorosa sempre: punição e cadeia já para os racistas.

Um bairro no ABC Paulista que é verde por excelência


 Hoje quero dar os parabéns para o bairro Santana no ABC Paulista,  em Ribeirão Pires. Essa é realmente uma referência de comunidade ecológica, que sabe dar valor a reciclagem e renovar  materiais descartados. No exemplar bairro Santana tudo se transforma e ganha forma. Em várias casas, temos verdadeiros recantos botânicos, com variedade de espécies de plantas cultivadas em vasos adaptados. Eles, os vasos surgem de objetos retirados do lixo. E nascem de recipientes, por exemplo,  feitos com a base de um filtro de água quebrado. Há ainda flores plantadas dentro de fruteiras, baldes, pneus, manilhas, calhas e outros objetos de forma criativa, que são todos reaproveitados. O lixo urbano é praticamente repaginado e serve de abrigo para a fauna e flora.
Nada se perde tudo se cria no bairro mais natureba e com a bênção de Gaya destes quadrantes paulistas. Fôrmas de bolo colocadas sobre manilhas viram suporte para vasos. O reaproveitamento de materiais descartados também é utilizado no interior de casas, servindo como revestimento de paredes.
Dar utilidade a materiais que, para muitos, não têm mais valia nenhuma é mesmo o forte do bairro Santana. Os moradores se cotizam e no esquema de cooperativa, destinam recursos obtidos com a venda de materiais recicláveis para castrar animais   que vivem na rua, ou outros cujos proprietários são carentes. Toda vizinhança participa da ação. E olha que no bairro Santana não há coleta seletiva de lixo. Mas nem precisa, porque a reciclagem já é um velho e saudável costume entre os vizinhos.

Parabéns bairro Santana, parabéns Ribeirão Pires, pelo engajamento verde na defesa dos animais e na real preservação do meio ambiente. Bairro Santana, um exemplo que poderia e deveria ser regiamente seguido por outros rincões brasileiros, virar lei natural nos mais de cinco mil municípios do País. A Natureza Agradece e como AGRADECE!!!!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Paz e Harmonia na Educação Brasileira


 
Anderson França
 
Começo essas mal traçadas desta semana com dois tópicos futuristas sobre a Educação nossa de cada dia. Primeiro ítem: Valente mesmo é quem não briga". Esse é o tema da campanha nacional “Conte até 10”, que o Ministério Público vai realizar nas escolas do país. O objetivo é reduzir a violência entre os jovens. Quatro temas básicos serão discutidos em sala de aula: valorização da vida, direitos e deveres dos adolescentes, violência nas escolas e bullying. Um detalhe contribuiu muito para levar a campanha para as escolas do ensino médio: de acordo com o Conselho, 40% dos jovens brasileiros, entre 15 e 24 anos, que morreram este ano, foram assassinados. Parabéns MP. Paz também nas escolas hoje e sempre!!!!!
Segundo ítem: sou obrigado a uma vez lamentar notícias que ressaltam e comprovam a qualidade deficitária de Ensino no País: meu descontentamento tem base em  informações, que causam consternação e estarrecimento àqueles que sempre lutaram pela melhoria no Ensino Nacional. Com base na pesquisa Idosos no Brasil, divulgada pela Fundação Perseu Abramo, ficamos cientes que 92%, dos idosos possuem alguma fonte de renda e contribuem para as despesas da casa. Cerca de 71% deles (88% dos idosos homens e 58% das idosas), inclusive, se dizem chefes da família onde vivem. São homens e mulheres que contribuíram bastante para o crescimento do País, e, na verdade, hoje, deveriam estar desfrutando de uma aposentadoria saudável e recompensadora.
 
Entretanto, ao contrário, ainda levam nas costas a árdua, responsabilidade de Chefes de Família. Também neste quadro, o poder aquisitivo contrasta com a baixa escolaridade, já que 49% deles são classificados como analfabetos funcionais. 
 
Nesta mais nova confirmação da Baixa Escolaridade, a pesquisa em questão mostrou que 89% dos idosos não passaram da 8ª série do ensino Fundamental (18% não tiveram nenhuma educação formal) e apenas 4% chegaram ao ensino Superior, mesmo que não tenham completado. Cerca de 49% deles são analfabetos funcionais (entre a população mais jovem esse índice é de apenas 13%). 
Desses, 23% disseram não saber ler e escrever, 4% afirmam só saber ler e escrever o próprio nome e 22% consideram a leitura e a escrita atividades penosas, seja por deficiência de aprendizado (14%), por problemas de saúde (7%) ou por ambos motivos (2%). 
 
É lamentável que o Brasil que vem excluindo a Juventude de um Ensino Digno, também, comprovadamente, o faça com os Jovens Senhores e Senhoras da Terceira Idade. Assim, ressalto a importância, uma vez mais de investir integralmente na Educação, para o Bem Geral da Nação. Educação é a pedra basilar do Nosso Futuro. Aproveito a oportunidade, para enaltecer o trabalho de várias Rádios espalhadas pelo País, pelas campanhas educativas em nome deste front educacional. E, faço o mesmo, em relação a essas emissoras, que também brilhantemente marcam presença em nome da Cidadania e Justiça Social. Lembro uma vez mais: a luta por uma Educação Adequada continua, em nome do Futuro do Brasil, em nome da nossa própria Cidadania e, em nome dos nossos filhos e nossos netos.  Termino... essas mal traçadas desta semana com desejos futuristas para a Educação nossa de cada dia: que venham paz, harmonia e sabedoria, para um AMANHÃ MELHOR PARA TODOS NÓS!!!!



sábado, 26 de outubro de 2013

A Terra pulsa e vive intensa com sete bilhões de artérias


Anderson França

Já chegamos a marca de sete bilhões de habitantes, segundo estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU). Os desafios - de manutenção do planeta- ainda passam necessariamente pela redução da desigualdade, aumento do acesso à educação e saúde e a obtenção urgente do crescimento global sustentável. A Terra respira novos tempos e templos, é mais plural, interligada na nova era dos Cliques. Mas, em geral,  estamos longe do ideal, em termos de  condição de vida à população mundial. Sobram disparidades entre regiões e países desenvolvidos e em desenvolvimento, além de discriminação étnica e de sexo.
O  relatório da ONU aponta que a população mundial está aumentando em velocidade acelerada. Há 2 mil anos, havia 300 milhões de pessoas no planeta, número que deve saltar para 10 bilhões em 2083. O documento mostra também que a população mundial nunca esteve, ao mesmo tempo, tão jovem e tão velha. Isso porque, dos 7 bilhões de pessoas, 43% (3,01 bilhões) têm menos de 25 anos. Enquanto isso, as pessoas que têm mais de 60 anos, que eram 384 milhões em 1990, já somam 893 milhões de pessoas e devem chegar a 2,4 bilhões até 2050.
O fenômeno, segundo o relatório, se deve ao aumento da expectativa média de vida, que passou de 48 anos na década de 1950 para 69 anos atualmente. "Essa marca (7 bilhões) mostra o sucesso da humanidade, porque as pessoas estão tendo vidas mais longas e saudáveis, com menos mortalidade infantil. Nunca houve tantos jovens. Mas o envelhecimento da população também preocupa. O envelhecimento vai exigir mais investimentos dos governos em políticas sociais, assim como maior inserção dos jovens no mercado de trabalho para manter o mesmo nível de produtividade. Assim, segundo os especialistas, essa questão cria um "mundo paradoxal", porque, nos países ricos, a menor taxa de fecundidade significa menos gente ingressando no mercado de trabalho. Isso é uma ameaça ao crescimento e ao sistema previdenciário. Na mesma vértice, os países mais pobres ainda têm, em média, altas taxas de nascimentos de crianças por cada mulher. E as altas taxas de fecundidade travam o desenvolvimento. O relatório mostra de forma nítida uma relação entre desenvolvimento econômico e a redução do crescimento populacional. Outro desafio atual aos governos mundiais será a redução das desigualdades, além da necessidade de se manter o crescimento e desenvolvimento sem exaurir os recursos naturais.
Somos sete bilhões de moradores nesta imensa morada,  nosso Planeta Azul. A palavra preservação ambiental deve estar em destaque na cartilha diária de nossas vidas e a teoria de Gaia jamais poderá ser esquecida: estamos em constante troca-- nosso corpo está sempre se renovando é o padrão que advém ou que emerge das estruturas mais elementares, enfim, as características do todo, mais do que seus elementos constituintes, que nos farão reconhecer um homem de outro homem, ou um homem de um chimpanzé, uma sinfonia ou um poema das letras impressas numa folha de papel. A Terra é um sistema vivo, auto-organizador. Este é o cerne da moderna Teoria de Gaia (nome da antiga deusa grega pré-helênica que simbolizava a Terra viva).
É preciso assim cada vez mais perceber o nosso planeta como um todo integrado, um Holos extremamente belo, capaz de mudar  concepções em favor da vida sistêmica e manter o modo correto de relacionamento com a Terra.

De certa forma, realizar assim o resgate da idéia muito antiga da Terra como um organismo vivo, como o verdadeiro milagre. A Terra pulsa e vive intensa com sete bilhões de artérias



sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Basta de Circo de Horrores

“Devei na contemplação da NATUREZA sempre considerar o uno como o todo”

O que aconteceu em São Roque, a 59 quilômetros da cidade de SP, não é um caso isolado. Outras empresas e até multinacionais, infelizmente, ainda usam animais em seus experimentos e em diversas pesquisas biomédicas . É o preço da evolução, justificam os predadores. Mas, na realidade dos fatos constitui-se no preço da Involução...

O Homem continua teimando na tecla de ser superior, quando na verdade também faz parte do reino animal. E ,seu dever, por ser racional, seria de guardião, de protetor confesso do meio em que vive, já que é produto deste próprio meio. Na ótica filosófica e na contemplação correta da Natureza, Goethe, Johann Wolfgang von Goethe (ele foi um escritor alemão e pensador que também fez incursões pelo campo da ciência),o Homem não divide, soma na sustentabilidade do Ecossistema e do próprio existencialismo do planeta. Dessa forma, como renegar os ensinamentos do pensador alemão vindos do longínquo século XVIII, sobre as Leis Naturais que precisam ser respeitadas?

Violentá-los certamente em tempos hodiernos configuram autodestruição pura. Vilipendiar seres vivos indefesos é covardia, crueldade sem limite, crime Lesa Natureza. Os princípios internacionais para a pesquisa biomédica, International Guiding Principles for Biomedical Research Involving Animals (CIOMS) - Genebra, 1985, envolvendo animais já falavam em substitutivos. Enalteciam a preservação da própria vida, em qualquer situação em qualquer espécie, sejam vindos da flora ou da fauna.
Seríamos néscios e radicais se ignorássemos que o avanço do conhecimento biológico, muitas vezes, requereu o uso de animais vivos de perfeita qualidade e de uma larga variedade de espécies. Mas este tempo de mutilação, já pode e deve ser página virada na própria História e nas Ciências Científicas.

Na década de 90, as recomendações citavam alternativos, métodos e princípios definidos por Russel y Burch. A dor e o desconforto animal devem ser reduzidas e até eliminadas por experimentos computadorizados ou in vitro. Mas o que vivenciamos é que o imperativo ético continua sendo desrespeitado, o caso em questão de São Roque fere a harmonia do reino animal. Talvez não macule as leis dos homens, mas amputa grandiosamente as leis naturais, que são isonômicas e superiores. Isso acontece com procedimentos que não levam em conta a percepção da dor em animais, escondendo-se em práticas veterinárias de uso de agentes paralisantes, curare.

 Experimentos com vertebrados precisam ser abolidos no País, mesmo naqueles em que se produzam pequenos ou nenhum
desconforto.

É preciso ressaltar a responsabilidade explícita e notória de explorar alternativas, já que elas realmente existem em outros países, preocupados com o destino da Natureza.

Basta de privação prolongada de água e alimento de animais usados em laboratórios ;  exposição ao calor ou frio excessivos; privação de sono ou descanso;  provação deliberada de pânico;

choque elétrico; lesão traumática violenta; provocação de queimaduras; bloqueio da respiração ou circulação; privação prolongada de movimentos e mutilação grave dos animais. Pensem sério no assunto,  para o nosso próprio bem...volto a citar o pensador alemão Johann Wolfgang von Goethe: “devei na contemplação da NATUREZA sempre considerar o uno como o todo. Nada está dentro, nada está fora, pois o que é interior é exterior. Assim captais sem retardo o notório segredo santificado. Alegrai-vos pela verdadeira luz, também pelo sério folguedo: nenhum ser vivo é um, é sempre bem mais que um”... 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Litoral Norte agradece a criação de um Novo Santuário


O Universo conspira sim... sempre a favor da Natureza!!!.

Coincidência dos astros... fez com que bem no início da Primavera, véspera do Dia de São Francisco- Dia Internacional dos Animais e dia da Natureza- Ela a Mãe-Natureza ganhasse um belo presente dos pobres seres mortais. Trata-se de uma nova Área de Preservação Ambiental – APA- com mais de um milhão e três mil metros quadrados.

O novo santuário ecológico fica entre as praias da Baleia e Barra do Sahy, de encantos e cantos memoráveis a poetas, naturistas e amantes da Natureza como o Rochedo do Canto Bravo, de praia de areia branca e águas claras e límpidas, fincado  na costa sul de São Sebastião, no Litoral Norte.

O Novo Paraíso, por lei e determinação de Homens de Bem, vai preservar o Meio Ambiente, fauna e flora nativas, além de movimentar o turismo ecológico e a economia artesanal da região. A área é formada por um corredor de mangues e matas - nativa e ciliar- que serão daqui em diante protegidas pelo município.

É tempo de brindar incessantemente a conquista. Parabéns para a Prefeitura de São Sebastião, aos ambientalistas do Norte e, principalmente, a bióloga Maria Fernanda Carbonelli, da ONG Movimento Preserve o Litoral Norte.


É de fato um projeto ambiental digno de comemoração e festa azul na floresta. A região é habitat de quase 90 espécies de animais- 14 delas que já estavam ameaçadas de extinção.

No santuário, não será mais possível construir imóveis nem praticar a pesca profissional. Apenas as construções antigas, às margens do rio Sahy serão mantidas. A próxima etapa será desenvolver projeto adequado de uso do espaço. Uma vez mais, gratidão eterna a todos os envolvidos, na moldura de proteção ambiental deste magnífico pedacinho de Éden. A Mata Atlântica, penhorada agradece. Ela é um tesouro inigualável para o Estado de São Paulo. E para aqueles que não acreditam em magia dos Entes das Florestas e ação dos Elementais... fica aqui no ar um belo exemplo. Aliás, não podemos nos esquecer que também, nós - a raça humana - fazemos parte do Reino Animal:  do equilíbrio, da paz, do destino  e do próprio futuro e  harmonia do Ecossistema, da Natureza...
O
E por falar em equilíbrio e espiritualidade ...vou abrir o baú do meu lado esotérico: consta da tradição irlandesa,  rica em estórias e lendas de duendes e gnomos, que  esses pequenos seres elementais  gostam de habitar o ponto central das florestas. E, estrategicamente embrenhados, cuidam da vegetação rasteira e, ao mesmo tempo, zelam incansáveis pelas árvores seculares. Diz a lenda que os duendes e os gnomos preferem morar no interior dos Azinheiros, árvore típica cujo fruto é a azinha. Coincidência ou não, essa fruta ao ser cortada no meio forma, na sua textura, um desenho que lembra a figura de mosteiros...
Lenda ou não...somos apenas espécie de anjos terrestres, devas de uma única asa,  sentindo falta da nossa outra Asa, que não foi perdida, mas esquecida em algum ponto de luz, em algum lugar do Universo. Chegou a hora e o momento, o tempo exato, para colocarmos em prática a fluidez dos Poderosos e Tenros Princípios Celestiais. Vocês já pararam para pensar nesta responsabilidade com a Terra e o Próprio Cosmos. Eternidade sempre esteve e estará dentro de Nós. Estaremos apenas nos encontrando na Mesma Praia de Calmaria. Somos a Responsabilidade de uma mesma Energia Branca e Alva, partilhando e sentindo a cada segundo a Mesma Força, a Nova e Antiga Força Atlantis do Amor Universal. Que assim seja e assim será!!!.