A transformação do cão doméstico em selvagem é obra daquele que se autoproclamou o seu melhor amigo, o ser humano. Matilhas de cães domésticos caçadores são um fenômeno que ocorre em outras partes do mundo. É mais um sinal de desequilíbrio do Antropoceno, a era dos homens.Aqui em nosso País, cães abandonados, negligenciados à própria sorte, estão em metamorfose. Forçados pelo abandono, agora são predadores na Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro. Começa vir à tona a solução simplista e direta do problema. A extinção, o holocausto animal.
O desequilíbrio no ecossistema não foi provocado pelos animais abandonados, foi provocado por quem abandonou os cães e agora covardemente quer exterminá~los, não admitindo a lei de causa e efeito. É preciso lutar pelo direito de vida de qualquer espécie. Não é o Reino Animal que provoca a pseuda deformidade, insisto é o homem. Esse mesmo homem, homo faber, dito civilizado, já destruiu a Mata Atlântica, já deixa à beira da extinção mais de 1000 espécies de animais no Brasil, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Somos ainda considerado um dos países mais ricos em biodiversidade. Mas, infelizmente, existem animais presentes nas regiões brasileiras que podem ser extintos em poucas décadas.
Será que defender matança ou holocausto e aplaudir a devastação das nossas capas vegetais ou florestas, mata ciliares, tráfico de animais, destruição do bioma e poluição ambiental é sinal de avanço, de virilidade tecnológica de engenharia civil de selvas de pedra??? É hora de preservação da casa de todos nós, se não agirmos com espírito de zeladoria ambiental, o que deixaremos de legado, para nossos netos e descendentes. Insisto até imploro: temos que zelar pela pouquíssima vida animal em solo brasileiro, a onça, o lobo guará ou cães abandonados, por exemplo, na Floresta da Tijuca. Eles são ferais, mas em agindo com a ferramenta da destruição e do holocausto, pergunto seremos infinitamente mais ferais, porque pensamos ou não pensamos e vamos escolher o caminho da detonação???
Dá trabalho salvar os animais e é demagogia estender a mão para a Natureza: parece que é coisa dos doidos varridos, alegam os que defendem o holocausto e extinção das espécies. Seria tão humano, tão cristão, tão grandioso, tão magnífico, recolher, recuperar, socializar e, colocar depois de recuperados os animais que antes eram domésticos e foram forjadamente transformados em ferais, novamente para adoção. Que pena. Apenas a Divina Providência ainda toma conta e protege a Fauna e a Flora deste País. Que pena que estão deixando e estão transformando - como um daqueles vampirescos filmes de terror, cães antes domésticos em predadores da vida silvestre no Brasil. Afinal, em sã consciência o verdadeiro predador tem nome é o próprio homem.
Anderson França – Jornalista e Ambientalista. . Jornais: Popular da Tarde, Diário Popular, Folha de SP, Notícias Populares.Rádios: Nova Eldorado, Capital, CBN, Record. Sebrae-SP, Secovi- Sindicato da Habitação/SP.Prêmios:“Banespa Ecologia”, Rotary Ecologia e Instituto de Engenharia e Saneamento Ecologia. Atuação atual – Educação e proteção animalista com os projeto Gatos do Parque.. Programa Eta Mundo Animal, eocanal.com.net Radio Nossos Bichos.
segunda-feira, 4 de julho de 2016
quarta-feira, 22 de junho de 2016
Toxoplasmose, doença não é transmitida por gatos domésticos
Derrubando
mitos-
A
Toxoplasmose não pode ser conhecida pela doença dos gatos, esse mito é uma
grande mentira e invencionice popular. Para se contrair a doença de um gato,
ele precisa estar contaminado, o que por si só já é raro (apenas 1% – UM POR
CENTO – dos gatos são hospedeiros). Nos casos raros de transmissão, as mulheres
grávidas precisam limpar as fezes deles – expostas há mais de 72 horas – com as
mãos. Depois colocá-las na boca. Assim, é praticamente impossível a transmissão
para quem tem um mínimo do mínimo de hábito de higiene. Outro fator importante
para esclarecimento- o gato só se contamina uma vez na vida. Elimina o bichinho
por cerca de dez dias nas fezes. Após esse período, fica completamente imune.
E é lógico- não contamina mais ninguém. Mesmo assim, se o exame do seu
gato der positivo. E ele estiver na sua casa há mais de um mês, não existe mais
risco de transmitir a doença. É bom lembrar que se seu gato não sai de casa,
não caça, nem come carne crua, não há o que temer. Acredite, você pode
pegar toxoplasmose, em caso de risco muito maior, ao comer uma saladinha daquelas
matadora, em um restaurante por quilo, daqueles limpíssimos, que não lavam nada,
verdura nenhuma, que proliferam pela cidade de SP. Isso é fato, depois os
pobres bichanos, levam a fama, pode acreditar!!!!
E olha
que essa fama sem cabimento vem de longe. Falou em gato e gravidez, a
toxoplasmose sempre termina pautando a conversa. O pior de tudo é que muitas
mulheres, na santa ignorância, se desfazem dos animais por causa da gravidez.
Tudo meus amigos e amigas, é uma questão de esclarecimento e muitas
ginecologistas até recomendam a barbaridade, pobre dos gatos!!!
Assim QUE
FIQUE BEM CLARO- A toxoplasmose NÃO É motivo de preocupação para quem
engravida. Repetindo é uma fama que acabou sendo criada, infelizmente, que não
corresponde à realidade.
O gato
não é o grande vilão da doença, explica o infectologista Celso Granato,
professor da Universidade Federal de São Paulo e assessor médico do laboratório
Fleury, porque não é o principal culpado pela disseminação. "O ciclo
do protozoário toxoplasma gondii tem que passar pelo gato, mas o animal leva
uma culpa maior do que merece. O que acontece na prática é que há mais chances
de se contrair a doença tomando água contaminada, comendo carne vermelha crua,
salada e usando utensílios contaminados", ressalta.
Além disso, diz Toscano, o cisto da toxoplasmose só é liberado
durante até três semanas da infecção do gato. "Então teria que coincidir o
gato contaminado com a doença no momento da gestação da mulher e, durante estas
três semanas, ela ter algum problema de higiene que fizesse com que tivesse
contato com o protozoário, comer as fezes do animal. Passadas as três semanas,
mesmo que o animal esteja infectado, ele não vai liberar o cisto."
O veterinário também explica que o cisto, depois de eliminado,
precisa de pelo menos 24 horas para se tornar infectante, então uma pessoa que
limpa a caixa de areia do gato todos os dias não permite que o prazo de
evolução se complete. O infectologista destaca ainda que o número de casos
de toxoplasmose caiu expressivamente nos últimos 30 anos, diminuindo o risco de
contágio. Para terminar a história- Os gatos em casa não apresentam perigo, assim,
cuide e ame seus bichos, eles merecem tudo de bom!!!
Anderson
França- blog É o Bicho
terça-feira, 5 de abril de 2016
Jornalismo, é preciso resgatá-lo de fato e de direito
O atual ecossistema de notícias aparentemente mais rico pela tecnologia deveria ter melhor qualidade. Ele está mais fino e é uma tendência atual vinda da Internet, mas matérias produzidas e bem elaboradas praticamente são rarefeitas. Perderam-se como uma bomba de nêutrons, onde a mesmice sobreviveu, levando na implosão a criatividade. Resultado: a dualidade se estabeleceu com a falta de cuidado da informação.
Falsa ilusão do melhor pela rapidez. No entanto, infinitamente pior por abrir brecha para a desinformação. O que se observa hoje é a tecnologia digital, de um lado, priorizando instituições, tornando-as poderosas na organização da pauta de notícias. E, invariavelmente em detrimento da Comunidade, do bem-comum.
E do outro lado, a selvageria da desinformação devorando sem critério algum o cidadão e a própria Cidadania. O público de Rádio, ao meu ver, deseja e quer a ampliação da prestação de serviço. Quer que o veículo não tenha vícios políticos, com mais clareza, princípios e valores: informação e não desinformação e falta de conteúdo, que predomina na sua totalidade.
Esse “rádio ouvinte”, hoje é bem mais participativo, tem opinião que precisa ser respeitada. Acima de tudo, abomina a prática de um jornalismo tendencioso, mascarado, onde a notícia unilateral não tem compromisso com a verdade e a transparência real dos fatos.
A notícia é hoje mais democrática sem dúvida, por ampliar a participação, abrir o leque. Porém, ao mesmo tempo, é mais idiota – a área de cobertura dos governos municipal, estadual e federal conceitua meu pensamento, sendo ampla, mas totalmente desastrosa, apressada e sem os cuidados básicos jornalísticos exigidos.
Assim, a inversão de valores se estabelece: há abundância de veículos jornalísticos que não corresponde ou significa em geral riqueza de reportagens ou matérias criteriosas, verdadeiras e bem-sucedidas, no impresso ou na mídia eletrônica.
Por vivência diária e experiência própria, contato direto com o ouvinte/leitor ao longo de mais de quatro décadas, considero que o Jornalismo Comunitário deveria ter mais espaço e hora de ser e existir. No contexto, pautas importantes como Educação, Saúde e Meio Ambiente, além de outras fontes ricas no espírito de informação comunitária, praticamente, se eclipsaram ou desapareceram melancolicamente, no declínio paralelo nas reportagens locais.
A imparcialidade ainda é um mandamento vital e importante na formação do repórter e para o próprio existencialismo do Jornalismo. O mesmo famigerado fenômeno acontece com a Ética na Informação: é preciso, portanto, resgatá-las urgentemente, para não padecermos de falta de credibilidade maior.
Os problemas que citei acima são fundamentais para banir a desconfiança. Jornalismo é Jornalismo e sempre será em qualquer veículo e modalidade, mas bom-senso e noções básicas de qualquer profissão não podem ser violadas ou jogadas ao vento. Vejo surgir um consenso que, levando em conta o todo, é muito mais saudável para um trabalho jornalístico de interesse público.
E assim deve ser. A realidade é que não podemos inovar desprezando a base, os princípios e os valores. A notícia é grandiosa por si só, não precisa de impacto consideravelmente alarmante. O efeito contrário a essa regra, no meu ver, se torna particularmente prejudicial no consenso geral da informação: é preciso evitar o Deus dos cliques – receita publicitária ou algo semelhante, sempre gerador da desinformação e não condizente com a ética e justiça social. Hoje temos a velocidade da informação como roda giratória, mas a velocidade em nome apenas da velocidade e não da veracidade dos fatos, ou conteúdo gratuito, sem sustentação, altamente irresponsável e deletério.
Infelizmente, parece que o tempo parou em termos nacionais. Somos causa e efeito de nossos erros em um verdadeiro moto contínuo. Vivemos uma crise sem precedentes, porém há uma onda de pessimismo no país. A herança pura e simples ainda da má gestão da economia. A mediocridade política em geral não se deve à crise internacional.
E o pior essa mesma mediocridade está criando e fomentando cada vez mais o temor de colapso. Sarneyzação, o impeachment de Dilma na ilusão de que isso estancaria a crise econômica e restauraria o crescimento, na verdade é falta de competência de mobilização e articulação para frear o pior.
Agora uma paralisia política durante o processo vai é piorar a economia e alimentar o pessimismo, originando novos acidentes de percurso. Os tempos mudaram e a mudança é favorável para aguentarmos a atual turbulência. Precisamos cada vez mais construir instituições sólidas, mas com responsabilidade nacional acima de tudo. Ainda não está tudo perdido.
A indústria sofre demais os efeitos atuais, mas tem imunidade porque continua complexa e diversificada. E o agronegócio se tornou um dos nossos mais competitivos segmentos.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Panelaço já contra maus tratos a animais
Quero aqui neste espaço, verdadeiramente
de Defensoria in Natura, prestar minha admiração e homenagem a todos aqueles
que lutam silenciosamente contra os maus tratos a animais e a qualquer espécie
de ser vivo em geral. Externo também parabéns ao trabalho das ONGs, inclusive,
em especial, à agência de notícias especializada: ANDA-Agência de Notícias de
Direitos Animais-. Ela iniciou de forma pioneira e corajosa petição, visando
criação de delegacias de proteção aos animais no Estado de São Paulo. Graças à
iniciativa, decreto foi publicado no Diário do Estado de São Paulo. Agora, a
Divisão de Investigações sobre Infrações contra o Meio Ambiente, do
Departamento da Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) da Polícia Civil tem
nome alterado para Divisão de Investigações sobre Infrações de Maus Tratos a
Animais e demais infrações contra o Meio Ambiente.
Na grande vitória, a Divisão já
investiga casos de abuso, maus tratos e crueldade contra animais. Além de
infrações contra o meio ambiente cometidas no Estado de São Paulo. Mas,
precisamos de mais atitude da sociedade brasileira em geral para obtermos
medidas mais punitivas para violência contra os animais. A lei 9,605/98 prevê
que os agressores a animais silvestres, domésticos ou domesticados podem ser
punidos com detenção de três meses a um ano, mais multa. Isso sem citar os
agravantes. É necessário, por exemplo, que as pessoas se conscientizem sobre os
direitos dos animais. Poucos ou quase ninguém tem conhecimento do fato, E,
denunciem cada vez mais os maus tratos. O ideal seria a criação de uma
Delegacia Especial, Delegacia Especial Contra Maus Tratos a Animais. Não
importa o nome e sim a ação. Copiamos tanto dos Estados Unidos, mas o essencial
fica à margem. Recentemente uma amiga minha, em visita a Nova Iorque, ficou
encantada. Lá não há animais abandonados. A lei de proteção e preservação é
severa. Enquanto isso, só em SP passamos de dois milhões de animais sofrendo
pelas ruas e logradouros públicos. É agora, esta é a hora dos poucos, mas
barulhentos e heroicos defensores e tratadores, de animais comunitários ou
abandonados, baterem panela. Panelaço em favor dos bichos, afinal de contas
também pertencemos ao Reino Animal. Que a índole de Sobral Pinto, jurista inesquecível
e cristão exemplar, nos oriente e que S. Francisco nos proteja e guarde. Paz e
Bem. Panelaço já e um Panelaço Animal !!!!
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Tratadores de animais abandonados merecem respeito em São Paulo
A cidade de SP tem mais
de dois milhões de animais abandonados em parques municipais, cemitérios, ruas,
avenidas e outros logradouros públicos ou áreas desocupadas particulares. São
poucas pessoas, na realidade um ínfimo decimal, que se dedicam ao cuidado
específico destas criaturinhas indefesas. Venho atuando nesse sentido. Os
tratadores anônimos, verdadeiros heróis a serviço da Natureza, ainda, encontram
problemas para exercer a ação diária, atitude tão digna e exemplar.
A lei atual de proteção
ambiental, diferentemente da verificada nos países mais adiantados, é falha, imcompleta
e anacrônica. Em qualquer parte do chamado mundo civilizado, cuidar e alimentar
animais de rua é um direito natural dos cidadãos!!!
Aqui em nosso País, com
raríssimas exceções, a atuação governamental é retrógrada. É também ineficaz e sem efeito
necessário nas ações e programas de saúde animal desenvolvidas pela vigilância
sanitária.
O contrassenso ambiental acontece em face da
ausência e presença atuante de órgãos municipais especializados na tutela
animal. O pior de tudo: não há Legislação adequada no dever do cuidado
dos animais comunitários. O que se vê por despreparo é a proibição arbitrária e
descabida de alimentá-los. Temos avanços em São Paulo e na nossa cidade, mas deveríamos
seguir o exemplo gaúcho que desde 2011, através da Lei n. 11.1011, estabeleceu
Secretaria Especial dos Direitos Animais (SEDA), com atuação permanente no
município de Porto Alegre.
Com a criação da
secretaria, em pouco mais de um ano, os dados estatísticos demonstram ótimos
resultados em relação a atuação pública na tutela dos animais. Somando mais de
18 mil ações, em menos de um ano, a SEDA realizou, por meio de seus servidores,
aproximadamente dez mil esterilizações,
mais de 590 cirurgias outras, mais de 6.404 fiscalizações e 230 atendimentos,
devido a denúncias, bem como cerca de 640 adoções, beneficiando animais
resgatados, abandonados e até mesmo oriundos de colecionadores e protetores de
animais. Nesse panorama, verificam-se duas questões basilares. A SEDA veio
comprovar a premência que havia em Porto Alegre no sentido de ter um órgão
realmente efetivo e especializado nesses cuidados. Ela ainda abrangeu e
fomentou um tema relativo à inexistência, nas demais cidades brasileiras de
órgãos similares, demonstrando que a ausência de políticas públicas de proteção
animal, tornam a atuação de outros órgãos públicos retrógradas e até mesmo arbitrárias,
ferindo diretamente os direitos fundamentais dos cidadãos que protegem os
animais, especialmente os comunitários. A grande incidência de animais
comunitários ganhou espaço frente ao crescimento das cidades, suas consequentes
mudanças sociais, econômicas, jurídicas e ambientais e a desatualização, bem
como a falta de especialização dos agentes públicos diante dessas alterações. Em
nossa sociedade temos legislações louváveis: Estatuto do idoso, Lei dos Crimes
Ambientais entre outras. As normas protegem direitos fundamentais, como o
direito à propriedade, à liberdade e à igualdade. Mas repetindo a nossa
abordagem inicial, entes municipais seguidamente ainda atuam contra a proteção
animal. Ignoram a própria legislação existente e violam direitos e interesses
individuais e difusos dos cidadãos brasileiros. Não é incomum, a vigilância
sanitária agir de forma arbitrária, passar por cima das legislações municipais,
estaduais e até federais. O caso específico: notificação de cidadãos, que
exercendo lidimo direito, alimentam animais comunitários ou possuem mais de um
animal em sua residência e são denunciados falsamente por vizinhos sobre falta
de higiene e pseudo risco à saúde pública. Tudo isso é balela, são ações
covardes daqueles que querem agredir a Natureza. Atitudes despidas de qualquer
veracidade, sem verificação do local, sem
qualquer fundamento ou conhecimento
de causa. Além de representarem desacordo com as normas vigentes no país. É preciso mudar o atual panorama, de orientação
desatualizada e arcaica, de “Códigos de Postura e Leis Orgânicas Municipais”,
ainda vigentes em municípios, elaborados anteriormente à Constituição de 1988.
Ambientalistas, ecologistas e tratadores de animais abandonados ou comunitários
vamos dar um basta a tudo isso. Chega de leis com dispositivos
inconstitucionais, com palavras discriminatórias e desprovidas de lógica
semântica, como por exemplo, utilizar a palavra ”vadio” ou sem pudor para os abnegados
que diariamente tratam de animais comunitários ou abandonados. Que a Lei Divina
os perdoe e os façam lembrar que o Homem também faz parte do Reino Animal.segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Animais Comunitários, proteção à vista
Anderson França
Poucos sabem, até os
incansáveis tratadores, cuidadores e defensores da Natureza. Mas, agora é lei:
animais comunitários passam a ter assegurados conceitos sobre criação e
proteção.
Graças a Deus e a São
Francisco e aos Elementais e Guardiões da Terra, Ar, Água e Fogo, filhos
verdadeiros de Gaya: que iluminaram a cabeça,
alma e coração de um político. Enfim é o que garante a lei 6.464/13, promulgada
pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Paulo Melo
(PMDB), e publicada no Diário Oficial do Legislativo recentemente. A lei
inclui entre os animais domésticos a figura do animal comunitário, com guarda
compartilhada entre vizinhos. O autor, deputado Paulo Ramos (PDT), explica que
a intenção da proposição é preservar essa “guarda compartilhada”. A iniciativa
ganhou corpo em vários pontos do território nacional. A lei agora com extensão no
âmbito federal também incentiva o comportamento cooperativo e garante a
manutenção dos animais, que têm direitos constitucionais adquiridos para serem
bem cuidados e protegidos.
Infelizmente a proteção ambiental tem
caráter regional e não é ainda nacional. Mas é uma grande vitória para
ambientalistas e cuidadores de animais abandonados no Rio Grande do Sul, São
Paulo, Rio de Janeiro e na cidade de Curitiba, no Paraná. Os referidos locais
já constam com ferramentas legislativas que protegem animais comunitários.
Também estão definidos conceitos e assegurados direitos sobre criação e
proteção. A lei dos animais comunitários inclui, entre os animais domésticos,
aqueles com “guarda compartilhada” entre vizinhos, que vivem na rua, mas têm
proteção e cuidados de tutores que residem na mesma região que o animal. Os
animais comunitários, uma vez cadastrados no Centro de Controle de Zoonoses
(CCZ) das respectivas cidades e Estados que seguem a iniciativa, têm direito a
castração, vacinação e microchipagem gratuita, além de poderem viver na rua,
desde que um tutor assine um termo de responsabilidade.
Entre os
importantes benefícios do animal comunitário destaca-se o item que, por serem vacinados,
não há risco de transmissão de doenças; se castrados, evita-se assim brigas por
fêmeas no cio; por serem territorialistas, a presença dos bichinhos evita que
outros animais invadam ou sejam abandonados naquele endereço. Além disso, é
comum que o animal comunitário seja adotado por algum dos tutores, como tem
acontecido em algumas cidades, devido aos vínculos afetivos desenvolvidos na
comunidade. É bom lembrar que é um avanço significativo em nosso País, já que a
prática é comum em outros países. Esses animais devem e têm que serem vistos
como parte do cotidiano urbano. Como animais comunitários, os cães, gatos ou
quaisquer outros bichos (pets) ganham assim mais respeito e zelo, carinho e
proteção. Tomara que seja um primeiro passo de preservação ambientalista de
muitos outros subsequentes. Que os anjinhos de quatro patas- em situação de
abandono- conquistem cada vez mais a simpatia dos moradores da comunidade. E sejam
o mais breve possível adotados e recolhidos das ruas, parques, cemitérios e demais
logradouros. A todos que amam a Natureza: não se esqueçam que a Mãe-Terra é
sabia e Onipresente.
Nós podemos sim, com vontade na alma
e no coração, se responsabilizar em conjunto, com vizinhos ou amigos, e proporcionar vida mais digna e longa aos
cães ou gatos abandonados ao nosso redor. Paz e bem aos que amam
incondicionalmente e de forma verdadeira a Natureza. A Mãe-Terra AGRADECE!!!!
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Jornalismo é preciso resgatá-lo de fato e de direito
Anderson França
O atual ecossistema de
notícias aparentemente mais rico pela tecnologia deveria ter melhor qualidade.
Ele está mais fino e é uma tendência atual vinda da Internet, mas matérias
produzidas e bem elaboradas praticamente são rarefeitas. Perderam-se como uma bomba
de nêutrons, onde a mesmice sobreviveu, levando na implosão a criatividade.
Resultado: a dualidade se estabeleceu com a falta de cuidado da informação.
Falsa ilusão do melhor pela rapidez. No entanto, infinitamente pior por abrir
brecha para a desinformação. O que se observa hoje é a tecnologia digital, de
um lado, priorizando instituições, tornando-as poderosas na organização da
pauta de notícias. E, invariavelmente em detrimento da Comunidade, do
bem-comum. E do outro lado, a selvageria da desinformação devorando sem
critério algum o cidadão e a própria Cidadania. O público de Rádio, ao meu ver,
deseja e quer a ampliação da Prestação de Serviço. Quer que o Veículo não tenha
vícios políticos, com mais clareza, princípios e valores: informação e não desinformação
e falta de conteúdo, que predomina na sua totalidade. Esse “radio ouvinte”,
hoje é bem mais participativo, tem opinião que precisa ser respeitada. Acima de
tudo, abomina a prática de um jornalismo tendencioso, mascarado, onde a notícia
unilateral não tem compromisso com a verdade e a transparência real dos fatos.
A
notícia é hoje mais democrática sem dúvida, por ampliar a participação, abrir o
leque. Porém, ao mesmo tempo, é mais idiota – a área de cobertura dos governos
municipal, estadual e federal conceitua meu pensamento, sendo ampla, mas totalmente
desastrosa, apressada e sem os cuidados básicos jornalísticos exigidos. Assim,
a inversão de valores se estabelece: há abundância de veículos jornalísticos
que não corresponde ou significa em geral riqueza de reportagens ou matérias
criteriosas, verdadeiras e bem-sucedidas, no impresso ou na mídia eletrônica.
Por vivência diária e experiência própria, contato direto com o ouvinte/leitor
ao longo de mais de quatro décadas, considero que o Jornalismo Comunitário
deveria ter mais espaço e hora de ser e existir. No contexto, pautas
importantes como Educação, Saúde e Meio Ambiente, além de outras fontes ricas
no espírito de informação comunitária, praticamente, se eclipsaram ou
desapareceram melancolicamente, no declínio paralelo nas reportagens locais. A
imparcialidade ainda é um mandamento vital e importante na formação do repórter
e para o próprio existencialismo do Jornalismo. O mesmo famigerado fenômeno
acontece com a Ética na Informação: é preciso, portanto, resgatá-las
urgentemente, para não padecermos de falta de credibilidade maior.
Os problemas que citei acima são fundamentais para banir a
desconfiança. Jornalismo é Jornalismo e sempre será em qualquer veículo e
modalidade, mas bom-senso e noções básicas de qualquer profissão não podem ser
violadas ou jogadas ao vento. Vejo surgir um consenso que, levando em conta o
todo, é muito mais saudável para um trabalho jornalístico de interesse público.
E assim deve ser. A realidade é que não podemos inovar desprezando a base, os
princípios e os valores. A notícia é grandiosa por si só, não precisa de
impacto consideravelmente alarmante. O efeito contrário a essa regra, no meu
ver, se torna particularmente prejudicial no consenso geral da informação: é
preciso evitar o Deus dos cliques – receita publicitária ou algo semelhante,
sempre gerador da desinformação e não condizente com a ética e justiça social.
Hoje temos a velocidade da informação como roda giratória, mas a velocidade em
nome apenas da velocidade e não da veracidade dos fatos, ou conteúdo gratuito,
sem sustentação, altamente irresponsável e deletério.
Infelizmente, parece que o tempo parou em termos nacionais.
Somos causa e efeito de nossos erros em um verdadeiro moto contínuo. Vivemos
uma crise sem precedentes, porém há uma onda de pessimismo no país. A herança
pura e simples ainda da má gestão da economia. A mediocridade política em geral
não se deve à crise internacional. E o pior essa mesma mediocridade está
criando e fomentando cada vez mais o temor de colapso. Sarneyzação, o
impeachment de Dilma na ilusão de que isso estancaria a crise econômica e
restauraria o crescimento, na verdade é falta de competência de mobilização e
articulação para frear o pior. Agora uma paralisia política durante o processo
vai é piorar a economia e alimentar o pessimismo, originando novos acidentes de
percurso. Os tempos mudaram e a mudança é favorável para aguentarmos a atual
turbulência. Precisamos cada vez mais construir instituições sólidas, mas com
responsabilidade nacional acima de tudo. Ainda não está tudo perdido. A
indústria sofre demais os efeitos atuais, mas tem imunidade porque continua
complexa e diversificada. E o agronegócio se tornou um dos nossos mais
competitivos segmentos.
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